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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Hang the DJ

Lembro até hoje do dia em que comprei o livro Barulho - uma viagem pelo underground do rock americano, do André Barcinski. Foi numa banca de revista perto de onde morava, em Florianópolis. Já tinha lido uns textos na finada e saudosa revista Bizz. Tudo aquilo fascinava. A descrição do show do Nirvana logo após o estouro do Nevermind; a coleção de discos de Jello Biafra; entrevista com The Cramps e com o povo do Ministry. Alguns anos depois de Barulho, vieram o documentário e o livro biografia sobre José Mojica Marins, o Zé do Caixão.

Essa enrolação aí em cima é só para servir de escada para compartilhar um texto delicioso do Barcinski publicado recentemente no seu blog. Intitulado "Dez dicas para o DJ de rock", explicita muito o que nós da Pulp pensamos. O rock é diferente de outros estilos. As pessoas, ao contrário, sei lá, da música eletrônica ou do funk, querem cantar junto, querem se relacionar com a música que tá tocando. Claro que isso não invalida a possibilidade de experimentar um pouco na pista, tocar coisas fora do óbvio. Elas podem andar juntas.

Uma palhinha do texto do Barcinski:

"Diferentemente do público de música eletrônica, que gosta de ouvir novidades, o fã de rock gosta de reconhecer as músicas que ouve na pista. Por isso, não adianta colocar aquele lado B do Two Door Cinema Club ou o novo remix que um esloveno fez para o Empire of the Sun: é Moisés na certa (“Moisés” é um fenômeno que acontece quando alguém parte uma pista em dois e abre um clarão no meio)"

A íntegra está aqui.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Os mais mais de 2010

É sempre bom quando, independente do prêmio que recebamos ou da categoria que somos escolhidos, estar entre os premiados de uma lista "completamente parcial e tendenciosa". A expressão está entre aspas por ter sido copiada e colada aqui diretamente da coluna da Penny Lane no site Rock Brasília. Na semana passada ela publicou a lista dos mais mais de 2010, com os destaques do ano em várias áreas do rock e da noite brasiliense.

As categorias vão desde o melhor show do ano na capital do país até o lugar rock'n roll de 2010, passando por freak show e perda irreparável. Eis que, para a minha supresa, a Pulp ficou entre as três primeiras colocadas da melhor festa do ano. Em primeiro, os insuperáveis do Cult 22; nós estamos em segundo, seguidos pelo pessoal que organiza as algazarras do Homem da Marreta (outra bem massa).

Leia aqui o texto da Penny Lane sobre os mais mais de 2010

A menção feita pela Penny, que tocou na última edição da Pulp, em 22 de outubro, serve como coroamento do que 2010 representou para a gente. O ano que termina daqui 11 dias foi o da consolidação da festa. Foram seis edições, com os mais variados temas e convidados. O público só cresceu, tanto em número quanto em participação. Devagar, com calma, nos colocamos como uma alternativa para quem quer se divertir em Brasília ouvindo o bom rock'n roll.

2011 parece ainda mais promissor. Apesar do fechamento da Landscape, informações dão conta que a casa vai ressurgir novamente como uma fênix. O Velvet Pub vem se consolidando como uma boa alternativa na cidade. E nós da Pulp estamos só na traquinagem para levar a todos festas cada vez mais legais no próximo ano. Depois de uma retirada estratégica para as férias da rapaziada (escrevo neste momento de Florianópolis), voltaremos com mais uma edição em fevereiro.

Para todos, muito rock em 2011! :)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

It's the end of Landscape as we know it...

... and I don't feel fine.

Michael Stipe que me perdoe, mas não tinha como não me apropriar de um dos clássicos do REM para começar esse texto. Talvez nem todos saibam. No entanto, quem acompanha a cena alternativa/rock de Brasília não poderá dizer que se sentiu surpreso. O Landscape Pub, o inferninho mais legal de Brasília, vai fechar. Cansados de trabalhar na noite, os donos Fágner e Pedro decidiram largar tudo e buscar novos rumos.

Uma pena, já que Brasília pode ficar órfã de um lugar massa no estilo para festas rock legais. O Landscape tinha sua cara, seu público. Sempre considerei como minha segunda casa. Foi lá que comecei a dar som por aqui, não muito depois de me mudar para a capital do país. Foi lá que o primeiro dono, o grande Bosco, cunhou meu "nome de guerra". O que antes era um apelido dado por um colega de faculdade (Marinácio), virou uma alcunha imponente (Super Mario Bros).

Foi na Landscape que toquei em várias festas legais. E também em algumas roubadas... Mesmo assim, sempre me diverti muito por lá, estivesse tocando ou não. Foram Fágner e Pedro que resolveram apostar na Pulp. E fizemos seis edições lá, todas sensacionais. Afe, como esquecer a especial de carnaval? Junto com a edição de aniversário, a minha favorita. Uma pena que não poderemos nos despedir propriamente. Este é o último fim de semana da casa.

Na esperança de manter a chama das festas alternativas de rock acesa, os chapas Fágner e Pedro colocaram a casa à venda. É só bater um papo, os caras são gente boa. O contato é landscapepub@hotmail.com. Para eles e para quem tiver como comprar o Landscape, for those about to rock, we salute you!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Finalêra"

Quem acompanha a Pulp há mais tempo já deve ter percebido que eu, em todas as sete edições, fechei a festa. Nas discussões para montar a tabela de horários de cada DJ, eu sempre peço para tocar por último. Meio que um desafio de fazer o pessoal ficar até o final. E também de ver as características de quem ainda está na pista às 4h e conseguir entender o que ele quer ouvir. Nesse horário, qualquer música errada a pessoa vai embora. Não é sair da pista, comprar uma cerveja no bar e fumar um cigarro. É dali para o caixa. Enfim, como o Felipe já falou no post abaixo, a edição de aniversário da Pulp foi um sucesso. Graças a todos vocês que compareceram e deram aquela força!

Uma tradição por aqui tem sido de colocar as sequências que tocamos. Dessa maneira, quem não foi, ouviu falar e ficou curioso pode sentir, pelas nossas postagens, que tipo de música vai rolar na Pulp. Aqui vai minha sequência, que foi sem vergonha do rock clássico ao mais pesado, passando pelo pop e rap:

1- Mark Ronson - Valerie (Amy Winehouse remix)
2- Blondie - Heart of glass
3- The Donnas - Dancing with myself
4- Ramones - I wanna be sedated
5- Hole - Violet
6- The Divinyls - I toouch myself
7- Pixies - Here comes your man
8- The Doors - Roadhouse blues
9- House of Pain - Jump around
10 - Run DMC & Aerosmith - Walk this way
11- MGMT - Kids
12- Ting Tings - Great dj
13- Michael Sembello - She's a maniac
14- Britney Spears - Toxic
15- Madonna - Give it 2 me
16- Michael Jackson - Thriller
17- Cake - I will survive
18- Feist - I feel it all
19- Rapture - House of jeaulous lovers
20- Hot Chip - Ready to the floor
21- Os Mutantes - She's my shoo shoo

domingo, 8 de agosto de 2010

Tarantino e as mulheres

O que significa Pulp vocês já sabem. Caso não, aí do ladinho tem a explicação do que é a palavra. Após décadas esquecida, deixada de lado, apreciada apenas por aficcionados e desprezada por supostos entendidos, voltou à baila em 1994 com uma obra-prima de Quentin Tarantino. Pulp fiction fez sucesso por onde passou, e levou o nome de Tarantino para uma plateia muito maior. Hoje, quem gosta de cinema sabe bem quem ele é, já viu boa parte dos seus filmes. Muito por conta das influências pop, pulp e de cinema B que estão na obra dele.

Em quase todos seus filmes, existem personagens femininas fortes, que têm influência direta na trama ou até mesmo são colocadas como (anti) heroínas. É a Mia Wallace de Pulp fiction, é a The bride de Kill Bill, são as meninas que acabam com a raça do Stuntman Mike em À prova de morte. Em Bastardos inglórios são as personagens Shosanna Dreyfuss e Bridget von Hammersmark que praticamente viabilizam a morte de Hitler e de todo o seu primeiro comando. Isso sem falar na comissária de bordo Jackie Brown...

Por sermos fãs dos filmes do Tarantino é que resolvemos colocar no telão da festa os filmes dele. E achamos que a melhor forma de encaixar sequências especiais de rock era escolhando músicas cantadas por mulheres. Então, além de todas as coisas legais que já falamos nos posts anteriores, tem mais isso. Tarantino no telão e de Blondie a Joan Jett, passando por The Donnas, Pretenders e Hole, nas CDJs. O que não vai faltar é diversão!